4Climate
Jun 15, 2023
Desafio Inicial
Como comunicar impacto ambiental de forma clara, confiável e acessível, especialmente em métricas complexas como CO₂, para criar uma plataforma capaz de mostrar ao usuário como suas ações individuais e coletivas reduzem emissões?
Caminho Trilhado
Atuei como Product Designer com foco principal em UI, participando também do benchmark e do mapeamento de fluxos sob orientação da designer sênior.
Como protótipos interativos ainda eram lentos em 2023, a lead optou por uma estratégia MVP-first:
Benchmark profundo → Definição do MVP → Design das telas → Validação posterior
Pesquisei referências de apps ambientais, bancos verdes, dashboards de CO₂ e soluções gamificadas. A partir desse estudo, criei fluxos e telas completas do MVP com autonomia, com revisões finais da sênior.
Descoberta & Evidências
Evidências principais do benchmark:
Métricas ambientais precisam ser traduzidas para equivalentes visuais
Falta de transparência dos concorrentes em projetos ambientais
Impacto coletivo traz forte motivação (mas é pouco explorado)
Dashboards precisam equilibrar precisão e facilidade de leitura
Gamificação melhora engajamento quando ligada ao impacto real
Conclusões gerais:
Produtos ambientais pecam em clareza e credibilidade
Impacto precisa ser visual, não abstrato
Comunidades e empresas são motores de crescimento ignorados pelo mercado
Diagnóstico
O estudo apontou que o maior desafio estava em traduzir dados ambientais complexos, principalmente métricas de CO₂, em algo compreensível e confiável para o usuário comum. Muitas soluções do mercado apresentavam informações de maneira excessivamente técnica ou abstrata, criando uma barreira que afastava pessoas interessadas em contribuir com ações sustentáveis. Essa falta de clareza dificultava a compreensão do impacto real que cada ação tinha no meio ambiente.
O produto também enfrentava um desafio de credibilidade visual. Métricas ambientais costumam gerar dúvidas, e era essencial comunicar dados de forma transparente, simples e rastreável. Além disso, o MVP inicial não explorava o potencial do impacto coletivo, que é um dos maiores impulsionadores de engajamento em causas ambientais.
Assim, o diagnóstico mostrou que o design precisava criar uma linguagem visual que mostrasse impacto real, relacionando ações individuais a resultados concretos e preparando a base para uma evolução futura voltada a grupos e organizações.
Melhorias & Métricas Planejadas
Melhorias planejadas pós-MVP:
Grupos coletivos para ações ambientais
Dashboards para empresas (impacto, ESG, histórico)
Visualizações avançadas de CO₂ com equivalentes intuitivos
Customização de metas por usuários e equipes
Métricas projetadas:
Adoção de grupos
Engajamento semanal
Evolução do impacto coletivo
Adoção por empresas
Clareza percebida nas visualizações
Resultado & Próximos Passos
O MVP foi entregue com clareza visual, estrutura consistente e foco em impacto ambiental compreensível. Pouco depois, a solução foi adquirida/incorporada por outra empresa, que continuou o projeto sob outra identidade.
Próximos passos planejados:
Testes com usuários
Dashboards corporativos
Comunidade e grupos temáticos
Integração bancária e métricas financeiras sustentáveis
Caminho Trilhado
Atuei como Designer de Produto responsável tanto pela reconstrução da interface quanto pela evolução dos fluxos. O trabalho iniciou com o redesign de UI, criando um styleguide mais consistente e ajustes do layout das telas das funcionalidades.
Em seguida, avancei para ciclos de UX, validando fluxos com psicólogos reais e iterando com base em dados, comportamentos e dores observadas. Conduzi entrevistas qualitativas, coletei dados quantitativos por questionário e executei protótipos interativos testados por profissionais da área.
O processo envolveu refinamento contínuo de anamnese, notas, evolução e transcrição de áudio. Ao final, entreguei relatórios completos com insights, oportunidades, soluções propostas e próximos passos, além da aplicação da solução iterada no design do produto.
Descoberta & Evidências
Padrões de comportamento identificados:
Rolagem como navegação principal
Exploração espontânea de interface
Preferência por digitação em vez de áudio
Dificuldade em perceber campos editáveis
Forte tendência à personalização (emojis, cores)
Principais problemas identificados:
Falta de clareza na editabilidade
Fluxos longos e cansativos
Insegurança quanto ao salvamento
Rigidez excessiva nos formulários
Onboarding pouco eficiente
Oportunidades:
Maior fluidez nas jornadas
Ações principais mais claras
Organização clínica mais forte
IA contextual como apoio crítico
Adaptação para diferentes abordagens terapêuticas
Diagnóstico
A análise revelou que o produto, em seu estado original, impunha uma carga cognitiva alta ao psicólogo em diversos pontos do fluxo. Embora a ferramenta oferecesse funções importantes, ela não guiava o profissional de forma clara enquanto ele lidava com informações sensíveis e extensas, como anamnese, evolução e notas de sessão. As funcionalidades estavam aglomeradas em uma interface única, o que tornava a usabilidade complexa.
Também ficou evidente uma falta de previsibilidade visual. As ações principais não se destacavam, a hierarquia da interface era fraca e o fluxo não deixava claro o que o psicólogo deveria fazer em cada etapa. A ausência de estados claros de salvamento e de orientações contextuais reforçava a sensação de incerteza.
Ao mesmo tempo, embora houvesse recursos de inteligência artificial capazes de auxiliar o profissional, eles não estavam integrados à experiência de maneira orgânica e contextual, limitando seu impacto positivo.
Com isso, o diagnóstico indicou a necessidade de uma experiência profundamente centrada no ritmo e no raciocínio do psicólogo, reduzindo atrito, tornando cada etapa mais clara e utilizando a IA como apoio — não como sobrecarga.
Contato
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Celular
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